quarta-feira, 14 de abril de 2010

Para quem não sabe, Ester era uma moça espetacularmente linda.

Era ainda uma menina quando perdeu seus pais. E como essa não é uma história de conto de fadas, ela não foi presa por nenhuma bruxa e nem maltratada por sua madrasta. Ao contrário disso, Mordecai, seu primo, se importou com ela e tratou de criá-la, não como uma criada, mas sim como uma princesinha.

E não foi que a rainha vacilou? Pois é, deu uma de orgulhosa e a conseqüência foi a perda do trono. Ao contrario dela, todas as mocinhas do reino gostaram da idéia. Afinal, o caminho estava livre, ou melhor, mais ou menos livre. Necessário era ser a melhor e passar no concurso mais esperado do momento. A mais bela seria a rainha.

Foi seu primo quem teve a idéia, lógico. Ele, bem que sabia quais as instruções necessárias e facilmente reconhecia seu potencial.

Sempre muito obediente. Ela, realmente, tinha tudo para se dar bem. Foi muito empenho e muita produção, quem disse que é fácil ser bonita? Mas, até parece que foi fácil! Caiu na graça do rei. Foi Eleita. Então, Rainha Ester.

Ô! Que mordomia, né garota? Agora, tudo é festa, banquetes, roupas novas e muito luxo! Sim, em parte isso é verdade, ninguém pode tirar seu mérito. Entretanto, tinha uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma ped... Ah! Deixa pra lá, essa é outra história que talvez Drummond possa explicar melhor.

Voltando. Vida de rainha é fácil, mas é difícil. Sua posição é privilegiada, mas, requer muita sabedoria para saber aproveitá-la de maneira saudável, para si e para todo o reino.

A hora era aquela, havia duas escolhas. Número um: enfrentar medos, costumes e educação (nada confortável, eu diria). Número dois: ficar de boa na lagoa, curtindo as regalias da vida Real (isso é que é vida! Diz Aí!).

Todavia, como já foi dito, existia um potencial. E neste momento, podemos ver a diferença daquele que faz uso da sabedoria ao invés de mergulhar em seus caprichos egoístas.

Ignorou a si mesma. Esforçou-se e viu além. Soube que, mais justo do que cuidar de si era olhar para seu povo. Eles corriam risco de vida, literalmente. E, ela era a única que podia fazer alguma coisa.

Ela não decepcionou. E, custando a sua vida foi. O resultado surpreendeu e salvou seu povo. E aquele que estava condenado, por meio de sua coragem, livre tornou-se.

Tal como Ela, somos nós. Ou, pelo menos, deveríamos.

Caímos na graça de Deus. Ele fez tudo sozinho, teve a idéia e montou a estratégia toda. E, nós vencemos. Estamos então naquela posição privilegiada. Acesso direto ao trono. Mordomia. Casa, comida e roupa lavada. Essa é a vida que temos direito. Afinal, fomos eleitos. Filhos do Rei.

Enquanto isso há um povo condenado. Ignorantes. Sem consciência do que está acontecendo, para onde está indo. Agora está em nossas mãos. Estando onde estamos só há duas opções.

Encarar. Focar no alvo. Lutar. Esquecer sua natureza, sua realeza. Fazer. Por amor, arriscar sua posição, seu conforto. Se entregar.

Ou, tapar. Tapar? É! Tapar olhos, ouvidos, boca e quem sabe até o nariz! Se perder em seu próprio umbigo. Esquecer.

Os caminhos são esses. A escolha é sua. Seja você um filho mimado, ou tal como ela.

Um comentário:

  1. Querida Amandinha, nem tenho palavras diante das suas palavras sempre cheias de unção e temor a Deus... a menina que faz polemica! rsrs
    Te amo e apoio totalmente seus escritos, sim a rainha Ester foi e sempre será nosso maior exemplo!! Estamos fazendo certinho a nossa parte?! talvez, mas tenho tentado todos os dias destapar tudo que precisa e me jogar nos Braços dEle deixando que as coisas fluam como Ele quer, se for como tem que ser entraremos pro rol dos Heróis da fé (Hebreus 11).
    Saudadee..
    beijos

    Geh Ghiraldello

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